Os Telecentros são espaços públicos e comunitários que proporcionam acesso público e gratuito às tecnologias da informação e comunicação, com computadores conectados à Internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção do desenvolvimento local em suas diversas dimensões.
Mas o que significa isso? Um espaço público e comunitário para o exercício da cidadania. Um espaço que permite aproximação entre as pessoas, o conhecimento de novos horizontes, diminui as distâncias e possibilita uma nova forma de interação. Além de promover muita diversão, encontros de ideias, de amigos, troca de saberes, namoros e até casamentos.
Vocês, monitores e monitoras, são pessoas fundamentais em estender esses benefícios às pessoas do seu bairro, da sua associação, da sua comunidade, da sua cidade. Neste tema você verá mais sobre o cotidiano do telecentro, terá dicas sobre diferentes cursos que podem ser aplicados, conhecerá diversas iniciativas de telecentros que podem lhe dar muitas ideias de como desenvolver o seu projeto comunitário porque este espaço público traz a oportunidade de promover o desenvolvimento social e econômico das comunidades atendidas, reduzindo a exclusão social e criando oportunidades aos cidadãos. A participação da comunidade é a chave de todo o processo.
O cotidiano do telecentro
Imagine que você está chegando numa comunidade ribeirinha no coração da floresta Amazônica, sem acesso a telefone, energia elétrica e onde o rio é quase a única “estrada trafegável”. A internet chegou no dia que a água caiu pela primeira vez nas torneiras das casas. Os moradores dessas comunidades, especialmente crianças e jovens quando se depararam frente à tela de um computador os olhos pareciam imóveis e arregalados, com fome de informação e com muita coisa para contar sobre sua cultura e sua realidade. Telecentros como o do assentamento 17 de abril, no Pará, estão abrindo florestas sem causar desmatamento, unindo imensidões à pequenas distâncias, fazendo do acesso à informação um direito conquistado.
Dia-a-dia
Os Telecentros são espaços públicos, ou seja, locais onde a circulação, uso e permanência são livres e universais, sem distinção de raça, sexo, idade, opção sexual, classe social, ou qualquer uma outra. Isso torna sua gestão especial, portanto, se faz necessário incorporar ao cotidiano do funcionamento em cada unidade práticas que ajudem a promover a universalização do acesso e o bom atendimento à população.
O ambiente do Telecentro deve ser convidativo e de fácil acesso. Assim, deve-se tomar cuidado na organização dos móveis, assegurando acessibilidade no interior da unidade e deve-se deixar os portões e portas sempre abertos, convidando a comunidade para entrada. Ninguém deve se sentir constrangido a entrar e permanecer no Telecentro, por meio de restrições físicas, estéticas, comportamentais, etc.
Lembre-se que a diversidade é parte da formação do Brasil e deve ser valorizada. Esta valorização não pode e nem deve ficar restrita ao discurso. É preciso identificar e reconhecer a diferença entre as pessoas, sejam diferenças físicas , religiosas, de orientação sexual, etc. E a partir desta constatação, é preciso localizar e corrigir as distorções minorando ou eliminando os mecanismos produtores de desigualdade, detectando aqueles talentos socialmente emudecidos, para que todos ganhem com a convivência e participem da promoção incondicional da diversidade como valor.
O convívio com o diferente em todos os espaços faz com que crianças, jovens e adultos fiquem acostumados a entender, respeitar e valorizar as peculiaridades de cada um, evitando reações violentas ou constrangedoras.
O cidadão que vai ao Telecentro deve se sentir como pertencente daquele espaço. Para isso, ele deve ficar à vontade e perceber que aquele é um espaço comunitário e que ele pode não apenas usufruir deste, mas também ajudar a mantê-lo e a definir como este espaço pode ajudar a comunidade.
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